terça-feira, 5 de março de 2013

Trindade

A trindade na literatura esotérica guarda sentidos profundos a respeito da existência. Como mulher, vale-nos um exame a respeito de nossa natureza binária nessa jornada pelo Amor - o sentido de tudo. A natureza binária feminina está inscrita em nosso próprio corpo. E, assim, encarnando o espírito num corpo de mulher, experimenta a vivência da binariedade, que é a mesma vivência da unidade desdobrada em si mesma. Sim, disse Eliphas Levi que o II é a unidade - I - refletida em si mesma. Refletida, desdobrada, o sentido de Adão ter retirado de si mesmo seu corpo para fazê-lo também Eva. O II, não se enganem, não está abaixo do I. Está exatamente ao lado, como a costela, porque é a própria unidade autorrefletida. A experiência encarnatória do feminino, portanto, permite-nos esse desdobramento: somos um e somos o outro, ao mesmo tempo. Portanto, o útero que carregará outro ser. A força feminina é ser dois, é ser dupla, é ser binária. Por isso carregamos a capacidade de pressentir, porque somos desdobradas quando praticantes do poder feminino. No caso da Polegarzinha, vemos que mesmo que o útero físico não funcione biologicamente, a força do Binário - a mãe dupla, as duas mães que fazem a Grande Mãe - existirá do mesmo modo. E, se o outro, o III, não nos brota pelo corpo, brota pela flor, onde nasceu Polegarzinha. A flor, representação mais óbvia do Amor Divino da Mãe.

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